"Não tratar a cidade tratando dos iguais, lidar com a sua multiplicidade, como um novo teatro de operações culturais"Do ponto de vista arquitetônico, os situacionistas propunham uma nova maneira de enchergar a cidade, em que as experiências e possibilidades proporcionadas por esta seriam muito mais valorizadas. A cidade não seria mais apenas um espaço físico de habitação. Dessa maneira, surgiu o conceito de deriva, que se aproxima bastante à prática do flâneur, comentada no post anterior. A deriva consiste em uma experiência psicogeográfica* em que o praticante deve lançar-se à cidade, deixando-se ser guiado por ela, com o intuito de fazer estudos do meio urbano ou simplesmente de ter vivências que fogem à vida rotineira criticada pelo situacionismo.
*"No conceito de 'Psicogeografia', seriam realizados estudo das leis precisas e dos efeitos exatos do meio geográfico, construído ou não construído, em função de sua influência direta sobre o comportamento afetivo dos indivíduos."
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