Subitamente, centenas de pessoas se reunem em um mesmo espaço público e fazem algo inusitado, como tomar sorvete (todas ao mesmo tempo), dançar, cantar ou ficar paradas como se estivessem congeladas. Alguns minutos depois, nenhuma está mais ali, ou então se comportam como se nada tivesse acontecido. A movimentação desaparece da mesma maneira que surgiu: em um piscar de olhos. É algo no mínimo estranho, às vezes chega a ser bizarro. Isso são flash mobs, ou flash mobilizations: aglomerações repentinas de pessoas em algum local, com o intuito de realizar algumas ações previamente combinadas. Normalmente, a dispersão das pessoas é tão rápida quanto sua reunião, daí o nome 'flash', que significa relâmpago.
Para quê isso? Segundo o criador desse conceito e organizador do primeiro flash mob (em 2003), o jornalista Bill Wasik, a intenção era apenas fazer uma crítica cínica à atmosfera cultural de conformidade e de sempre querer fazer parte da “próxima moda grandiosa”, não tinha nenhum caráter de manifestação política ou social. Desde então, os flash mobs se tornam cada vez mais populares, principalmente devido ao uso da internet e a divulgação da mídia, porém os objetivos, já não são sempre os mesmos.
Mobilizações populares semelhantes, tem sido observadas ao redor de todo o mundo. Os chamados Urban Playgrounds são algo parecido, mas o objetivo é simplesmente usar o espaço urbano para promover encontros onde as pessoas se divirtam, sejam piqueniques, jogos, etc. Um exemplo famoso para esse tipo de mobilização é a chamada "Pillow Fight": uma imensa guerra de travesseiros em locais públicos.
Flash mobs com fins publicitários têm sido também largamente organizados.
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