quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sketch Up - Perçepção do local da intervenção

Aí vai a percepção tridimensional da casa onde faremos nossa intervenção.
Momento 1° período e não desisto nunca: fade out na janela (desculpa, não resisti)

domingo, 24 de abril de 2011

Local da Intervenção

Aqui está uma planta da casa onde nós vamos fazer nossa intervenção. Não está muito precisa, a falta de experiência e de tempo deixou para gente algumas medidas incoerentes e outras medidas a gente nem tem. Mas de qualquer maneira dá para ter uma idéia do espaço que a gente pode usar...
(a fachada voltada para rua é representada na parte de baixo e os dois comodos que nos interessam, os da frente, são os que se encontram cotados)

domingo, 17 de abril de 2011

Hélio Oiticica

Bom, nós deveríamos eleger, antes da visita ao inhotim, um dos artistas que possuem instalações lá e pesquisar sobre ele. Escolhemos o Hélio Oiticica, por ser ele o autor das cosmococas, instalação já antes conhecida por alguns de nós. Porém, na semana da visita estávamos super ocupados com trabalhos e palestras e acabamos por priorizar outras coisas...
A visita foi , sem dúvida, super proveitosa. Mas poderia ser muito melhor se soubéssemos mais sobre a vida e a obra do artista escolhido. Agora, após a visita, talvez não seja tão construtivo como seria se fizessemos isto antes, mas saber mais sobre o artista ainda pode nos trazer algumas percepções novas. Segue então um pouco sobre Hélio Oiticica.

Hélio Oiticica nasceu no Rio de Janeiro, em 1937, e foi um pintor, escultor, artista plástico e performático. Em 1959, fundou o Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape e Franz Weissmann.
Oiticia ficou famoso pela obra dos parangolés: capas, estandartes e bandeiras coloridas para serem vestidas ou carregadas por uma pessoa como em uma performance.


A obra que escolhemos para a visita inicial no Inhotim foi uma galeria com várias salas, chamadas de Cosmococas.


"À época em que residiu em Nova York, no início dos anos 1970, Hélio Oiticica trabalhou em parceria com o cineasta Neville D’Almeida na criação de instalações pioneiras chamadas de “quasi-cinemas”. Estas obras transformam projeções de slides em instalações ambientais que submetem o espectador a experiências multisensoriais. Os quasi-cinemas representam o ápice do esforço que Oiticica empreendeu ao longo de sua carreira para trazer o espectador para o centro de sua arte e para criar algo que é tanto um evento ou processo quanto um objeto ou produto — um desafio da tradicionalmente passiva relação entre obra e público. Oiticica e D’Almeida criaram cinco quasicinemas que chamaram Blocos-Experiências em Cosmococa. Essas instalações consistem em projeções de slides com trilhas musicais específicas e usam fotos de cocaína — desenhos feitos sobre livros e capas de discos de Jimi Hendrix, John Cage, Marilyn Monroe e Yoko Ono, entre outros. O uso da cocaína, que Oiticica, discute longa e teoricamente em seus textos, aparece tanto como símbolo de resistência ao imperialismo americano quanto referência à contracultura." Do site http://www.inhotim.org.br/arte/texto/de_parede/191/cosmococa_5_hendrix_war


aqui vai um vídeo em que o cineasta Neville d'Almeida fala um pouco sobre a Cosmococa. Não vale a pena assistir ao video todo, a parte interessante vai do 1:50 ao 4:20, em que ele conta sobre a idéia de criar uma experiencia sensorial e interativa. (Fora isso é uma reportagem sobre a exposição "itaú cultural")


A instalação não foi feita para resisdir no local específico em que está hoje, como muitas obras no Inhotim. Pelo contrário: o prédio em que as cosmococas residem, foi projetado e construído especialmente para elas. Segue aqui um vídeo com o depoimento dos arquitetos assiciados falando sobre o planejamento e a construção do prédio.

Bichinho

(fotos por Marina Viegas)
Oficina de Agosto
Bar do Mauro
Pousada "Meu Paraíso"


Particularidades de Bichinho
Colhendo texturas (workshop do Adriano)
Local escolhido para a performance

Performance
(vídeo da performance)


Local escolhido para a intervenção - percerpção e levantamentos planialtimétricos

quarta-feira, 30 de março de 2011

Performance

      Na década de 60, o grupo Fluxus, um movimento artístico caracterizado pela mescla de diferentes artes,  apresentou ao mundo, mais especialmente através das obras de Joseph Beuys, o conceito de Art Perfomance ou Performance Artística.
Numa de suas performances, Beuys passou horas sozinho na Galeria Schmela, em Düsseldorf, com o rosto coberto de mel e folhas de ouro, carregando nos braços uma lebre morta, a quem comentava detalhes sobre as obras expostas.

      A Performance Artística pode combinar teatro, música, pintura, literatura, video. De maneira superficial, pode-se inferir que os atuais Flash mobs e Happenings, já comentados anteriormente, agregaram diversas características desse tipo de manifestação, mas as performances, porém, são algo evidentemente mais elaborado. Em geral, seguem um "roteiro", sendo realizadas para uma platéia quase sempre restrita ou mesmo ausente. Portanto, as performances são, normalmente, registradas através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos.

Em um casos extremos as performances ligadas à body art se tornaram sensoriais ou até masoquistas. "Às 19:45 um amigo me deu um tiro no braço esquerdo. Era uma bala de cobre rifle longo, calibre 22. Ele estava a menos de 5 metros de distância".
Santa Ana, California, 19 de novembro de 1971.

Breve Histórico da Performance Art no Brasil e no Mundo

Edukators

 
      Na segunda feira, grande parte da turma se juntou no auditório da EA para assistir ao filme indicado pelos professores: Edukators, de Hans Weingartner. Não foi a primeira vez que vi, já tinha assistido uma ou duas vezes antes, mas um bom filme nunca é demais.
     O enredo se desenvolve em torno de três jovens alemães que vivem em camadas socialmente e economicamente  mais baixas. Dois deles, que se auto denominam "edukators", costumam invadir mansões de magnatas e reorganizar os móveis de maneira que os donos da casa fiquem chocados ao se deparar com o caos e com a mensagem deixada pelos rebeldes:  "seus dias de fartura estão acabados". Jule, namorada de um deles, se envolve nas ações da dupla, porém dessa vez nem tudo dá certo. Os jovens acabam sendo pegos em flagrante pelo dono da casa e, para não serem delatados à polícia, apelam a uma atitude radical: sequestro. Durante o tempo que passam juntos em um pequeno chalé nos Alpes, os três jovens e o magnata sequestrado discutem sobre o sistema capitalista, sobre a vida, a juventude, a rebeldia...
      Além dos elementos típicos de um filme comercial que garantem com que ele não se torne monótono, como um romance, uma traição e uma boa dose de suspense, o filme tem uma grande carga ideológica e crítica, batendo de frente com o sistema capitalista. Com um final excelente, o filme deixa diversas possibilides de interpretação, mas o questionamento sobre o modo de vida que temos vem, de fato, à cabeça de todos.
      Fizemos uma discussão interessante após o filme, acerca de questões morais, sociais e até que ponto elas tocam nossas vidas como futuros arquitetos.

terça-feira, 29 de março de 2011

Visita à Pampulha

      
     Como parte do primeiro módulo do Ateliê Integrado de Arquitetura do 1° semestre de 2011 (percepção), a nossa turma (1° período) fez uma visita à Pampulha, mais especificamente ao Museu de Arte e à Casa do Baile. Infelizmente não pudemos entrar em nenhum dos prédios, mas ainda assim foi possível observar detalhadamente a Arquitetura de Niemeyer e o paisagismo de Burle Marx e fazer algumas discussões interessantes.
      A primeira percepção foi sobre as claras e caraterísticas linhas de Niemeyer, uma mistura de curvas e retas que dão certa leveza e sensualidade aos edifícios. É um estilo inconfundível. Porém, descobrimos que algumas obras de Oscar Niemeyer, em especial o Museu da Pampulha, têm inspirações notáveis na obra do arquiteto Le Corbusier (1887 - 1966). Além disso nós conhecemos a história do edifício, bem como do conjunto arquitetônico da Pampulha como um todo. Foi um dos grandes destaques da visita: Conhecer aquilo que já conhecia, porém com outros olhos. 
Villa Savoye - Le Corbusier
     
     Poder visitar e discutir as obras com professores e estudantes de arquitetura foi algo enriquecedor. Foi possível identificar importantes conceitos estudados na obra de H. Hertzberger, "Lições de Arquitetura", como o de diferenciação territorial e o de "intervalo" e observá-los bem alí, na nossa frente. Até mesmo discutimos problemas e soluções com que, possívelmente, o arquiteto se deparou durante o projeto.
     A interação com a turma e o fortalecimento das amizades que estão se formando agora foi uma parte da visita que, ao meu ver, não poderia ser esquecida. Foi bom poder conversar com os colegas que provavelmente me acompanharão nos próximos 5 anos. Discutir sobre arquitetura e outros assuntos enquanto passeávamos pelos jardins do museu ou observávamos a lagoa da sacada da casa do baile foi super divertido.
     Enfim, de uma maneira geral, a visita foi ótima. Discussões agradáveis, novos aprendizados e novas amizades me deixaram ainda mais animado com os anos que estão por vir.

Flash Mob


     Subitamente, centenas de pessoas se reunem em um mesmo espaço público e fazem algo inusitado, como tomar sorvete (todas ao mesmo tempo), dançar, cantar ou ficar paradas como se estivessem congeladas. Alguns minutos depois, nenhuma está mais ali, ou então se comportam como se nada tivesse acontecido. A movimentação desaparece da mesma maneira que surgiu: em um piscar de olhos. É algo no mínimo estranho, às vezes chega a ser bizarro. Isso são flash mobs, ou flash mobilizations: aglomerações repentinas de pessoas em algum local, com o intuito de realizar algumas ações previamente combinadas. Normalmente, a dispersão das pessoas é tão rápida quanto sua reunião, daí o nome 'flash', que significa relâmpago.
     Para quê isso? Segundo o criador desse conceito e organizador do primeiro flash mob (em 2003), o jornalista Bill Wasik, a intenção era apenas fazer uma crítica cínica à atmosfera cultural de conformidade e de sempre querer fazer parte da “próxima moda grandiosa”, não tinha nenhum caráter de manifestação política ou social. Desde então, os flash mobs se tornam cada vez mais populares, principalmente devido ao uso da internet e a divulgação da mídia, porém os objetivos, já não são sempre os mesmos.
     Mobilizações populares semelhantes, tem sido observadas ao redor de todo o mundo. Os chamados Urban Playgrounds são algo parecido, mas o objetivo é simplesmente usar o espaço urbano para promover encontros onde as pessoas se divirtam, sejam piqueniques, jogos, etc. Um exemplo famoso para esse tipo de mobilização é a chamada "Pillow Fight": uma imensa guerra de travesseiros em locais públicos.
 
     Flash mobs com fins publicitários têm sido também largamente organizados. 

domingo, 27 de março de 2011

Teoria da Deriva

Pouco antes 1960 um grupo de jovens europeus iniciaram um movimento chamado de Internacional Situacionista, assumindo uma postura que ia contra a sociedade consumista e alienada da europa pós-guerra. Formado por artistas, poetas, arquitetos urbanistas e intelectuais, o grupo se definia como uma "vanguarda artística e política", em que a idéia principal idéia era fazer críticas de âmbito social, político e cultural. Eles propunham a construção das situações da vida cotidiana pelo próprio indivíduo que as vive, explorando-as da maneira mais proveitosa possível a fim de romper com a "fórmula" de vida da época, sentido assim prazer.
"Não tratar a cidade tratando dos iguais, lidar com a sua multiplicidade, como um novo teatro de operações culturais"
Do ponto de vista arquitetônico, os situacionistas propunham uma nova maneira de enchergar a cidade, em que as experiências e possibilidades proporcionadas por esta seriam muito mais valorizadas. A cidade não seria mais apenas um espaço físico de habitação. Dessa maneira, surgiu o conceito de deriva, que se aproxima bastante à prática do flâneur, comentada no post anterior. A deriva consiste em uma experiência psicogeográfica* em que o praticante deve lançar-se à cidade, deixando-se ser guiado por ela, com o intuito de fazer estudos do meio urbano ou simplesmente de ter vivências que fogem à vida rotineira criticada pelo situacionismo.

*"No conceito de 'Psicogeografia', seriam realizados estudo das leis precisas e dos efeitos exatos do meio geográfico, construído ou não construído, em função de sua influência direta sobre o comportamento afetivo dos indivíduos."

Flaneur

A palavra flâneur significa "pessoa que passeia ociosamente". Segundo o poeta francês Charles-Pierre Baudelaire, o flâneur, é aquele que anda pela cidade a fim de ter uma nova percepção do lugar, das pessoas, das situações cotidianas à sua volta. Passeia sem pressa e sem rumo pelas ruas observando a vida alheia, o movimento, os sons, cheiros...
O surgimento desse conceito foi algo totalmente novo na época de Baudelaire. A tal figura, legitimamente urbana, era um reflexo da modernidade e da expansão das cidades no século dezenove. O flâneur foi personagem retratado em diversas obras literárias da época, como, por exemplo, no conto "O Homem da Multidão", de Edgar Allan Poe, que fala sobre um velho misterioso que passa a madrugada perambulando pelo centro de Londres.
O conto de Poe acabou inspirando o autor do curta-metragem "O Designer da Multidão", que segue abaixo como uma boa ilustração, ao meu ver, para o conceito de flâneur

Parkour

  "Todo mundo sabe que a forma mais rápida de nos deslocarmos de um lugar para o outro  é em linha reta. Mas quando isso implica saltar um prédio, uma rampa ou um obstáculo qualquer, isso se chama parkour." Além de uma atividade física radical e intensa, o Parkour é um jeito bem diferente do usual de interagir com a cidade. Praticado cada vez mais ao redor do mundo, ele vem ganhando cada vez mais reconhecimento, participando de cenas em filmes e videoclipes.
  Para falar sobre o Parkour ( ou Le Parkour), resolvi postar esses vídeos que achei na internet. Eles falam sobre o que é, como surgiu, as dificuldades e alguns fundamentos da atividade. Além disso, a reportagem mostra algumas imagens bem legais da prática. O português (de Portugal) é um pouco difícil de entender algumas vezes, mas vale a pena assistir.

http://www.youtube.com/watch?v=jItqgTc8kQE (esse é o link para o primeiro video. não sei porque, mas não consegui postar direto aqui no blog)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Bárbara Novais, por Frederico

Depois de ser levemente driblado por um computador Mac, açoitado pelo Photoshop e quase totalmente desmoralizado pelo Corel Draw, estou inaugurando o blog com este retrado da Bárbara feito por mim.
Na peça foram usadas duas imagens, ambas capturadas durante a aula do dia 14 de Março com o aplicativo PhotoBooth do Mac. Com o iPhoto, a luz, a saturação, a cor e o contraste foram  aprimorados (
de maneira evidentemente amadora). No Photoshop trabalhei o fundo, aplicando efeitos, texturas e cores, de maneira que a foto se transformasse em uma espécie de stencil. A escolha de uma mistura de cores quentes e frias (tons de azul e verde se contrapondo a vermelhos e bejes) foi reflexo de uma personalidade alegre e intensa, porém ao mesmo tempo muito pouco conhecida. O olhar em destaque foi algo bastante espontâneo entre as risadas e primeiras impressões que tivemos durante a aula. Achei interessante destacá-lo de maneira contrastante, apenas pelo fato de ser um olhar bem "pontudo" seja lá o que isso quer dizer... O próximo e último passo foram alguns ajustes no Corel Draw e a aplicação de sombras e formas geométricas, na tentaviva de quebrar a monotonia do retrato.
Para ser honesto, o processo foi bastante corrido e sem muito planejamento. Senti muita dificuldade no contato com os softwares de edição, e ainda assim não fiquei completamente satisfeito com o resultado. Porém, mesmo depois de tanto trabalho e tantas frustrações (já são meia noite, amanhã vou ficar a aula inteira babando), penso que o processo de experimentação e percepção foi bem enriquecedor.